sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
É assim que te quero, amor,
assim, amor, é que eu gosto de ti,
tal como te vestes
e como arranjas
os cabelos e como
a tua boca sorri,
ágil como a água
da fonte sobre as pedras puras,
é assim que te quero, amada,
Ao pão não peço que me ensine,
mas antes que não me falte
em cada dia que passa.
Da luz nada sei, nem donde
vem nem para onde vai,
apenas quero que a luz alumie,
e também não peço à noite explicações,
espero-a e envolve-me,
e assim tu pão e luz
e sombra és.
Chegastes à minha vida
com o que trazias,
feita
de luz e pão e sombra, eu te esperava,
e é assim que preciso de ti,
assim que te amo,
e os que amanhã quiserem ouvir
o que não lhes direi, que o leiam aqui
e retrocedam hoje porque é cedo
para tais argumentos.
Amanhã dar-lhes-emos apenas
uma folha da árvore do nosso amor, uma folha
que há de cair sobre a terra
como se a tivessem produzido os nosso lábios,
como um beijo caído
das nossas alturas invencíveis
para mostrar o fogo e a ternura
de um amor verdadeiro.

Pablo Neruda
domingo, 26 de dezembro de 2010
"Deixa teu corpo entender-se com outro corpo. Porque os corpos se entendem, mas as almas não." (Manuel Bandeira)
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Não há metáfora mais simples e bela na natureza do que a lagarta que vira borboleta. Todas - eu disse todas - carregam em si asas coloridas, mas a maioria morre sem nem sequer desconfiar que um dia poderia voar.

 

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
quero ir embora de mim.
Sempre há alguma coisa que falta. Guarde isso sem dor, embora, em segredo, doa. (C. F. A.)
Judge, judge, please mister judge,
Send me to the electric chair
Judge, judge, good mister judge,
Let me go away from here


domingo, 12 de dezembro de 2010
É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo contar. Olhei pra você fixamente por instantes. Tais momentos são meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isto de estado agudo de felicidade. (C.L.)
sábado, 11 de dezembro de 2010
I wish you couldn't figure me out
But you'd always wanna know what I was about


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Para a menina mais doce que a sobremesa que eu não pude provar

But right or wrong I can't get along
Without you


domingo, 5 de dezembro de 2010
Amor é bicho instruído
Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã.

(C. D. A.)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

ah, criança

Quase nunca acho que as pessoas no geral me admiram. Quando um elogio ou demonstração de bem querer surge, surpreende. Talvez eu só seja solitária sem saber. Talvez eu avalie minha vida muito mal, reclame demais e não seja assim tão incompleta.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Sem o menor esforço
deixa à minha porta
música e cor e cheiro e riso

Um coração perdido
acha seu lugar
em todos os cantos

Promessas de calma e paixão,
coisas que só se anulam por engano

Ser-amor-humano em toda sua complexidade
E nada mais simples que isso

[Que é para Saturno voltar pra casa
Cantando]
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
"Eu sou de Paz
Mas sou um lutador"
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
"Eu não tenho medo do amor. Eu tenho medo é de amar quem tem medo dele. Amar quem teme o amor é como se apaixonar por uma sucessão de desistências.

Não sou sempre flor. Às vezes espinho me define tão melhor. Mas só espeto os dedos de quem acha que me tem nas mãos."

 

(Marla de Queiroz)
sábado, 13 de novembro de 2010
Depois eu compreendi que voltara a ser aquela criança, pedalando sozinha, com seus patins, bolas de futebol ou basquete pelas quadras escaldantes e desertas das praças públicas, ou mesmo naquela piscina sonhada, e que ainda não era suficiente para deixar de fazer aquela criança solitária, brincando de que era boa em alguma coisa, quando seu grande talento mesmo era a fantasia, imitando em sua cabeça os narradores da televisão a dizerem seu nome.


Eu não me lembro com clareza quando aquela criança era feliz, e quando tinha exata consciência do que acontecia, da solidão e do sol escaldante do norte de Minas. À noite as meninas se arrumavam para a noite, mas eu gostava mesmo era do dia, mesmo que - não me lembro com clareza - o fato de ser dia não fosse suficiente para me fazer propriamente feliz. Mas a noite, em me lembro, a noite me fazia triste como o quê.


Depois eu des-compreendi. Não voltara a ser aquela criança, só à piscina, à bicicleta talvez. Aquela criança sem consciência, não. Talvez a consciência tenha me afastado um pouco da tristeza. Mas por outras, acho que o que ela faz é aproximar.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010


Now you say you're lonely
You cry the long night through
Well, you can cry me a river
Cry me a river
I cried a river over you

Now you say you're sorry
For being so untrue
Well, you can cry me a river
Cry me a river
I cried a river over you
quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Everybody's gotta learn sometime
 



quarta-feira, 10 de novembro de 2010
I'm an eternal highschool lover

...and you could perfectly be mine.




domingo, 7 de novembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
Meu coração sente mais que o normal. E isso faz doer, mas também faz saber de coisas que outros não podem imaginar. Eu vi a primeira letra do nome dela. Eu vi ela outra apagar a luz quando eu passava para que eu não pudesse enxergá-la. Mesmo ela apagando, eu vi. Pensei que era só a minha imaginação, porque não havia ratos no lugar. E o jogo era de gato e ratos, afinal.
 Quando um não quer, dois não beijam.
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